ANATOMIA TOPOGRÁFICA

ANATOMIA HUMANA

1 INTRODUÇÃO

CONCEITOS:

É o estudo da estrutura de um organismo e
das relações entre suas partes (SPENCE,
1991).

É ciência que estuda, macro e
microscopicamente, a constituição e o
desenvolvimento dos seres organizados
(DANGELO E FATTINI, 1995).

Anatomia macroscópica é o estudo da
morfologia por meio de dissecação a olho nu
ou com pequeno aumento, tal como o de uma
lente manual. O estudo da anatomia
microscópica é o estudo da estrutura com o
auxílio de um microscópio (GRAY, 1988).

VARIAÇÃO ANATÔMICA NORMAL:

• Diferença na constituição morfológica
entre indivíduos
• Fatores gerais de variação
• Idade
• Sexo
• Raça

Bióti
• Longilíneos
• Brevilíneos
• Mediolíneos

• Evolução

POSIÇÀO ANATÓMICA:

• Posição padronizada para o estudo
• A posição anatômica é obtida quando
o corpo está ereto, pés unidos,
membros superiores colocados ao lado
do corpo, palmas das mãos voltadas
para frente, dedos estendidos,
polegares afastados do corpo.

e supinação

TERMOS DE DIREÇÀO:

• Os termos usados para indicar direção
são considerados aos pares, cada um
indicando uma direção oposta

• Anterior (ventral) - refere-se à frente
do corpo

• Posterior (dorsal) - refere-se à parte
posterior, o dorso

• Superior (cranial) - significa voltado
para a cabeça

• Inferior (caudal) - significa afastado
da cabeça

• M edial œ voltado para o plano
mediano do corpo

• Lateral œ afastado do plano medial do
corpo

• Proximal œ mais próximo de qualquer
ponto de referência

• Distal œ afastado de qualquer ponto de
referência

• Superficial œ localizado próximo ou
na superfície do corpo

• Profundo œ localizado mais afastado
ou mais profundamente da superfície
do corpo do que as estruturas
superficiais

TERMOS REGIONAIS:

• Os termos regionais referem-se às
partes específicas do corpo
• Cervical: refere-se ao pescoço
• Torácica: região do corpo entre o
pescoço e o abdome
• Lombar: região do dorso entre o
tórax e a pelve
• Sacral: a região mais inferior do
tronco, logo acima das nádegas
• Plantar: a sola do pé; o —peito“ do pé
é a face dorsal
• Palmar: a face anterior da mão; a face
posterior é a face dorsal
• Axila: a depressão situada na face
inferior da região de união entre o
membro superior e o tronco
• Virilha: junção entre a coxa e a
parede abdominal
• Braço: o segmento do membro
superior entre o ombro e o cotovelo
• Antebraço: o segmento do membro
superior entre o cotovelo e o pulso
• Coxa: segmento do membro inferior
entre o quadril e o joelho
• Perna: segmento entre o membro
inferior entre o joelho e o tornozelo

CAVIDADES DO CORPO:

O corpo contém duas cavidades
principais, conhecidas como
paquímero visceral e paquímero
neural.


Dorsal (posterior)
Cavidade craniana œ aloja o encéfalo
Cavidade vertebral œ que contém a medula
Ventral (anterior)
Cavidade torácica
Cavidade abdominal
PLANOS, EIXOS E MOVIMENTOS DO
CORPO:
No estudo da anatomia é comum visualizar
o corpo cortado ou seccionado em vários planos
de referência. Três planos cardinais
imaginários dividem o corpo em três
dimensões, são os planos de secção. Temos
ainda os planos de delimitação do corpo
humano, que são tangentes à superfície
corpórea.

PLANOS DE SECÇÀO:

• Plano longitudinal ou plano sagitalmediano: divide o corpo verticalmente em metades direita e
esquerda.
• Plano frontal ou coronal: divide o
corpo em metades anterior e posterior.
• Plano transversal (transverso) ou
horizontal: divide o corpo em
metades superior e inferior.

PLANOS DE DELIMITAÇÀO:

• Plano ventral ou anterior
• Plano dorsal ou posterior
• Planos laterais direito e esquerdo
• Plano cranial ou superior
• Plano podálico ou inferior

EIXOS:

São linhas imaginárias traçadas no
indivíduo considerado incluído em um
paralelepípedo.

Eixo sagital, antero-posterior,
unindo o centro do plano ventral ao
centro do plano dorsal. É um eixo
héteropolar pois suas extremidades
Eixo longitudinal, crânio-caudal,
unindo o centro do plano cranial ao
centro do plano podálico. É
héteropolar.
Eixo transversal, látero-lateral,
unindo o centro do plano lateral
direito ao centor do plano lateral
esquerdo. Este é homopolar pois suas
extremidades tocam em pontos
correspondentes do corpo.



M OVIM ENTOS:

• Flexão, extensão, hiperextensão,
dorsiflexão e flexão plantar: ocorrem
no plano sagital com eixo frontal
• Abdução, adução, flexão lateral,
elevação, flexão radial e ulnar:
ocorrem no plano frontal com eixo
sagital


• Rotação medial e lateral, eversão e
inversão, supinação e pronação,
abdução e adução horizontal (coxa e
braço): ocorrem no plano transverso
com eixo vertical
• *Circundução: combina flexão,
extensão, abdução e adução em uma
articulação. Ocorre no plano diagonal
(plano de movimento orientado
obliquamente aos planos tradicionais).

corpo cortado ou seccionado em vários planos
de referência. Três planos cardinais
imaginários dividem o corpo em três
dimensões, são os planos de secção. Temos
ainda os planos de delimitação do corpo
humano, que são tangentes à superfície
corpórea.

2. SISTEMA ESQUELÉTICO

O esqueleto humano é um endoesqueleto œ
isto é, está colocado entre os tecidos moles do
corpo. É uma estrutura viva capaz de crescer,
se adaptar e se reparar.

FUNÇÕES DO ESQUELETO:

O esqueleto desempenha várias importantes
funções: suporte, movimento, proteção,
estoque de minerais e formação de células do
sangue (hemopoiese).

Suporte: o esqueleto atua como arcabouço do
corpo, dando suporte aos tecidos moles e
promovendo pontos de fixação para a maioria
dos músculos.

M ovimento: Pelo fato de muitos músculos
estarem fixados ao esqueleto, e muitos ossos
se relacionarem (articularem) por articulações
móveis, o esqueleto desempenha um papel
importante na determinação do tipo e
extensão do movimento que o corpo é capaz
de fazer.

Proteção: O esqueleto protege de lesões
muitos órgãos vit s internos. Através de sua
estrutura aloja e protege o cérebro, medula,
órgãos torácicos, bexiga e órgãos
reprodutores.

Reserva de Minerais: Cálcio, fósforo, sódio,
potássio e outros minerais são estocados nos
ossos do esqueleto. Estes minerais podem ser
mobilizados e distribuídos pelo sistema
vascular sangüíneo para outras regiões
conforme sejam requeridas pelo corpo.


Hemopoiese (formação de células do
sangue): Após o nascimento, a medula óssea
vermelha de certos ossos produz as células
sangüíneas encontradas no sistema
circulatório.

CLASSIFICAÇÀO DOS OSSOS:

Ossos Longos: A maioria dos ossos dos
membros superiores e inferiores têm um eixo
longo, isto quer dizer que eles são mais
compridos do que largos. São classificados
como ossos longos o úmero, a ulna (cúbito), o
rádio, o fêmur, a tí a, a fíbula (perônio) e as
falanges.

Ossos Curtos: Ossos que não tem um eixo
longo, tais como aqueles do carpo (na mão) e
do tarso (no pé).

Ossos Planos: Os ossos um pouco delgados
que formam o teto da cavidade craniana e o
esterno são ossos planos (chatos ou
laminares).

Ossos Irregulares: Ossos de formas variadas
que não se encaixam em nenhuma dessas
categorias anteriores. Ossos do crânio, as
vértebras e alguns ossos da cintura escapular e
pélvica são exemplos de ossos irregulares.

Ossos sesamóides: Ossos que desenvolvem-
se na substância de certos tendões ou de
cápsula fibrosa que envolve certas
articulações. Ex. patela.

Ossos pneumáticos: Ossos que apresentam
uma ou mais cavidades revestidas de mucosa
e contendo ar. São representados por alguns
ossos do crânio: frontal, maxilar, temporal,
etmóide e esfenóide.

TERMOS ESTRUTURAIS COMUNS DO ESQUELETO

SUPERFÈCIES DE ARTICULAÇÀO

• Côndilo: uma projeção articular
grande arredondada (côndilo
femoral lateral).
• Cabeça: uma extremidade articular
proximal proeminente, arredondada
(cabeça do úmero).
• Face: uma superfície articular
achatada ou pouco profunda (face
costal de uma vértebra)

PROEMINÊNCIAS NÃO
ARTICULARES

• Processo: qualquer proeminência
centuada do osso (processo
mastóide).
• Tubérculo: um pequeno processo
arredondado (tubérculo menor do úmero).
Tuberosidade: um grande processo
áspero (tuberosidade da tíbia).


Trocanter:
processo
maciço
encontrado apenas no fêmur
(trocanter menor do fêmur).
• Espinha: processo agudo e fino
(espinha da escápula).
• Crista: projeção em aresta estreita
(crista ilíaca do osso do quadril
• Epicôndilo: projeção acima do
côndilo (epicôndilo lateral do
fêmur).

DEPRESSÕES E ABERTURAS

• Fossa: uma —vala“ rasa (fossa
supra-espinhal).
• Sulco: goteira que acomoda um
vaso, nervo ou tendão (sulco do
nervo ulnar).
• Fissura: abertura em fenda estreita
(fissura orbitária superior do osso
esfenóide).
• M eato ou Canal: passagem tubular
(meato acústico externo).
• Alvéolo: soquete ou escavação
profunda (alvéolos dentários da
mandíbula).
• Forame: abertura circular que
atravessa o osso (forame nutricium).
• Seio: cavidade ou espaço oco (seio
maxilar)
• Fóvea: pequena cavidade ou
depressão (fóvea da cabeça do
fêmur).


DIVISÕES DO ESQUELETO

O esqueleto humano consiste de 206 ossos.
Os ossos podem ser agrupados no esqueleto
axial e no esqueleto apendicular.

ESQUELETO AXIAL: esta localizado no
sentido longitudinal e mediano corpóreo. É
composto por ossos do esqueleto cefálico, do
tórax e da coluna vertebral.
Cabeça 29
Coluna vertebral e sacro 26
Tórax (costelas e esterno) 25


(crista ilíaca do osso do quadril
• Epicôndilo: projeção acima do
côndilo (epicôndilo lateral do
fêmur).



TEMAS IMPORTANTES DE ANATOMIA TOPOGRÁFICA DO ABDOME E TÓRAX


LIGAMENTOS DO OVÁRIO E DO ÚTERO

Como ligamentos do ovário pode-se citar o ligamento suspensor do ovário (com vasos ovarianos) que conecta a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve. Outro ligamento a citar é ligamento ovariano ou ligamento próprio do ovário que fixa cada ovário ao útero.

Agora como ligamentos do útero pode-se mencionar o ligamento redondo do útero que está fixado nas junções uterotubarias, os ligamentos cervicais transversos e ligamentos uterossacrais que mantêm o colo do útero em sua posição normal. O ligamento largo, outro ligamento do útero, possui três mesos: o mesoovário que fixa o ovário, o mesossalpinge que está entre o ovário, útero e tubas uterinas e o mesométrio que conecta o útero. O ligamento redondo é visto junto ao ligamento largo.



VASCULARICAÇÃO DOS TESTÍCULOS

Os testículos são irrigados pelas artérias testiculares, que são dois vaso delgados originados abaixo das artérias renais na aorta. Cada uma corre obliquamente em direção caudal e lateral, abaixo do peritôneo, sobre o psoas maior. Depois cruzam obliquamente o ureter e a porção distal da artéria ilíaca externa para alcançar o anel inguinal profundo e dessa forma entra no funículo espermático até o escroto. Envia alguns ramos para o epidídimo e perfura a túnica albugínea na sua parte posterior para irrigar o testículo.

A drenagem venosa é feita pelas veias testiculares, as quais são pequenas veias que emergem do dorso do testículo e em seguida recebem tributárias do epidídimo e formam o plexo pampiniforme, que passa dentro do funículo espermático. Esse plexo vai se anastomodando até formar uma única veia, a veia testicular de cada lado. A veia testicular direita drena na veia cava inferior e a veia testicular esquerda drena na veia renal esquerda.

A drenagem linfática consiste em um conjunto superficial que se inicia na superfície vaginal e outro conjunto profundo que se inicia no epidídimo e corpo do testículo. Estes formam troncos coletores que sobem no funículo espermático e drenam nos grupos lateral e pré-aórtco de linfonodos lombares.



RELAÇÕES ANATÔMICAS DO UTETER

O ureter é retroperitonizado em toda sua extensão, aderido posteriormente ao peritôneo parietal. Superiormente, ele é contínuo à pelve renal e inferiormente ele entra no ângulo póstero-superior da bexiga (acima da vesícula seminal no homem). O uterer desce anterior ao m. psoas maior e está intmamentte relacionado com a veia cava inferior, linfonodos lombares e o tronco simpático no lado direito e no lado esquerdo está relacionado à aorta. O ureter cruza a abertura superior da pelve e a artéria ilíaca externa anteriormente. Assim, chega na porção pélvica e, nela segue para trás e para baixo na parede lateral da pelve, externa ao peritôneo parietal e anterior a artéria ilíaca. Nesta altura relacina-se com os linfonodos iliácos comuns e internos. Mais abaixo curva-se me sentido anteromedial, acima do m. levantador do ânus.

No homem, o ducto deferente passa entre o ureter e o peritôneo (o ureter é lateral ao ducto). Na mulher, o ureter desce na parede lateral da pelve menor, onde forma o limite posterior da fossa ovariana. Descendo, passa medialmente à origem d artéria uterina. Ao nível da espinha isquiática, é cruzado superiormente pela artéria uterina. No lado esquerdo, principalmete passa próxima à porção lateral do fórnice da vagina. No homem o ureter também cruza posteriormente os vasos testiculares.



TOPOGRAFIA DOS DUCTOS BILÍFEROS EXTRA-HEPÁTICOS

O ducto cístico sai da vesícula biliar correndo para cima e esquerda, depois se curva para trás e para baixo para se juntar com o ducto hepático comum formando então o ducto colédoco. O ducto cístico corre entre as lâminas do omento menor e é paralelo ao ducto hepático comum.

O ducto hepático comum é formado pelos ductos hepático direito e esquerdo emergindo na porta hepática (hilo).

O ducto colédoco corre na margem livre do omento menor em companhia, no lado esquerdo, da artéria hepática e anterior a veia porta, seguindo para baixo na frente do forame omental. Ele é posterior a parte superior do duodeno e da cabeça do pâncreas (forma um sulco na cabeça do pâncreas onde fica encrustado). Na parte esquerda da porção descendente do duodeno junta-se ao ducto pancreático comum para formar a ampola hepatopancreática que entrará na pila maior do duodeno.



DESCRIÇÃO ANATÔMICA DO CORTE FRONTAL DE RIM

O corte frontal do rim permite reconhecer o córtex renal, camada mais externa, mais decorada e finamente granular e a medula renal, mais interna e escura. A medula emite longos prolongamentos que invadem o córtex e são denominados pirâmides renais; os espaços entre as pirâmides que estão preenchidos por córtex renal são denominados coluna renal. A presença de hilo renal conduz a um recesso, o seio renal, que está revestido pela continuação da cápsula e contém vasos renais e a pelve renal. Esta nada mais é do que a expansão da extremidade superior da uretra.

No interior do seio renal, a pelve renal divide-se em dois ou três tubos largos e curtos denominados cálices renais maiores e estes por sua vez dividem-se em sete a 14 cálices renais menores, os quais recebem o ápice da pirâmide renais ou papila renal. Nesta,a brem-se os túbulos coletores, através dos quais a urina escoa para a pelve renal e ureter.



VASCULARIZAÇÃO DO ESTÔMAGO

O estômago recebe suprimento arterial dos três ramos do tronco celíaco. A artéria gástrica esquerda sai do tronco celíaco, vai deslocar-se por entre as lâminas do omento menor, ao longo da pequena curvatura do estômago, suprindo as superfícies do estômago, indo anastomosar-se com a artéria gástrica direita. A artéria gástrica direita pode ser ramo da artéria hepática própria ou da artéria hepática comum. Corre inferiormente em direção a pequena curvatura do estômago, que acompanha, emitindo ramos anterior e posteriormente, e acaba anastomosando-se com a artéria gástrica esquerda. A artéria gastroomental direita é ramo da artéria gastroduodenal; corre para a esquerda, entre as lâminas do omento maior, irrigando a porção direita do estômago, a porção superior do duodeno e o omento maior, anastomosando-se com a artéria gastroomental esquerda, que sai da artéria esplênica, passando entre as lâminas do omento maior e irrigando o estômago. A artéria esplênica ainda emite as artérias gástricas curtas que vão irrigar o fundo gástrico.

As veias gástricas acompanham as artérias na posição e no trajeto e drenam no sistema porta venoso. As veias gástricas esquerda e direita drenam diretamente para o sistema porta. A veia gastroomental direita costuma drenar para a veia mesentérica superior e a veia gastroomental esquerda e as veias gástricas curtas drenam para a veia esplênica ou uma de suas tributárias.

Os linfáticos do estômago drenam para linfonodos situados ao longo das artérias que o irrigam; podemos dividir em quatro áreas de drenagem. Uma área, a maior, que inclui a pequena curvatura e uma grande parte do corpo drena para os linfonodos gástricos esquerdos. Uma segunda área seria a parte direita da grande curvatura, drena para os linfonodos gastroomentais ou para os linfonodos pilóricos. A terceira área seria a porção esquerda da grande curvatura, que drena para os linfonodos gastroomentais ou para os linfonodos pancreatoesplênicos. Na quarta área, uma pequena porção da pequena curvatura, relacionado à porção pilórica, a drenagem é feita para os linfonodos gástricos direitos. Esses principais linfonodos drenam para os linfonodos celíacos.



RELAÇÕES ANATÔMICAS DA BOLSA OMENTAL

A bolsa omental é o grande recesso da cavidade peritoneal e localiza-se entre o estômago e a parede abdominal posterior; a bolsa é posterior ao omento menor e ao estômago.

A bolsa omental possui dois recessos (extensões): um inferior (situado entre as lâminas duplicadas do ligamento gastrocólico do omento maior; geralmente é virtual nos adultos), e um superior (limitado acima pelo diafragma e pelas lâminas posteriores do ligamento coronário).

Posteriormente à borda livre do omento menor está o forame omental, que é limitado anteriormente pela veia porta, artéria hepática e ducto colédoco; posteriormente pela veia cava inferior e pilar direito do diafragma; superiormente pelo lobo caudado do fígado; e inferiormente pela parte superior do duodeno, veia porta, artéria hepática e ducto colédoco.



INERVAÇÃO AUTÔNOMA DO INTESTINO GROSSO

O sistema nervoso autônomo (SNA) é um sistema de nervos e gânglios constituído de duas partes: um suprimento simpático, que estimula as atividades levadas a efeito durante situações emergênciais ou de estresse e o suprimento parassimpático, que estimula atividades que conservam e restauram a energia corporal.

A inervação autônoma do intestino grosso possui nervos derivados do simpático e do parassimpático A inervação do ceco e apêndice cecal e do cólon ascendente possui apenas fibras simpáticas derivadas dos gânglios celíaco e mesentérico superior.

O cólon transverso possui fibras derivadas dos plexos mesentéricos superior e inferior. Os nervos que acompanham as artérias cólica direita e média são derivados do plexo mesentérico superior e os nervos que acompanham a artéria cólica esquerda são derivados do plexo mesentérico inferior.

Já os cólons descendente e sigmóide possuem a mesma inervação, isto é, o suprimento simpático provém da porção lombar do tronco simpático e do plexo hipogástrico superior e o suprimento parassimpá- tico é derivado dos nervos esplâncnicos pélvicos.

O reto deriva dos dois sistemas. O plexo retal médio provém do plexo hipogástrico inferior. A inervação parassimpática deriva dos nervos S1, S3 e S4 e segue com os nervos esplâncnicos pélvicos para unir-se ao plexo hipogástrico inferior. As fibras sensitivas seguem o trajeto dos nervos parassimpáticos; eles são estimulados por distensão do reto.



RELAÇÕES ANATÔMICAS DA VESÍCULA SEMINAL

Cada vesícula é uma estrutura piriforme, de paredes finas, com aproximadamente 5cm de comprimento. Na verdade, consiste em um túbulo de 10 a 15 cm de comprimento enovelado, formando uma massa que se situa entre o fundo da bexiga e o reto. As vesículas seminais, situadas obliquamente acima da próstata, não armazenam espermatozóides.

As extremidades superiores de cada uma das vesículas seminais são recobertas por peritônio e se situam atrás dos ureteres, onde são separadas do reto pelo peritônio da escavação retovesical. As extremidades inferiores das vesículas seminais estão intimamente relacionadas ao reto e são separados dele apenas pelo septo retovesical. O ducto de cada vesícula seminal une-se ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório, que se abre na parede posterior da parede prostética.



DRENAGEM LINFÁTICA DA GENITÁLIA FEMININA

GENITAIS INTERNOS:
Vagina: os vasos linfáticos são divididos em 3 grupos: 1-porção superior – drenam para os linfonodos ilíaco interno e externo. 2-porção média – drena para os linfonodos ilíacos internos. 3-vestíbulo – drenam para os linfonodos inguinais superficiais
Útero: os vasos linfáticos do útero seguem 3 vias principais: 1-a maior parte do fundo segue para os linfonodos aórticos ou linfonodos ilíacos internos. 2-os vv. linfáticos do corpo seguem para os linfonodos ilíacos internos. 3-os vasos linfáticos do colo seguem para os linfonodos ilíacos internos.

Tuba Uterina: os vasos linfáticos seguem para o fundo do útero e daí para os linfonodos aórticos ou para os linfonodos ilíacos externos.

Ovários: os vasos linfáticos seguem para o fundo do útero e daí para linfonodos aórticos ou para os linfonodos ilíacos externos.

GENITAIS EXTERNOS:
Os vasos linfáticos seguem para os linfonodos inguinais superficiais ou profundos







DESCRIÇÃO ANATÔMICA DA PAREDE TORÁCICA

É constituída principalmente de ossos, músculos e cartilagens construída de tal forma que o volume da cavidade torácica pode variar durante a respiração.

A parte óssea é constituída de doze pares de costelas, doze vértebras torácicas e pelo esterno. As costelas (formados por cabeça, colo e corpo) articulam-se com as vértebras torácicas (articulações costovertebrais) e com a cartilagem costal (articulação costocondral). O esterno (formado pelo manúbrio, corpo e processo xifóide) articula-se com a cartilagem costal de ambos os lados (articulação esternocondral). Topograficamente as costelas localizam-se de cada lado do tórax, enquanto que o esterno forma a parte média da parede anterior. O espaço entre cada costela é dito espaço intercostal.

Junto à parede torácica temos alguns músculos responsáveis pelos movimentos respiratórios. Os músculos do tórax são: m. peitoral maior, m. peitoral menor e m. serráril anterior. Já os músculos próprios do tórax são: mm. serráteis posteriores, mm. levantadores das costelas, mm. intercostais (internos, externos e íntimos), mm. subcostais e mm. transversos do tórax.

Em cada espaço intercostal temos um feixe vasculo-nervoso, localizado na borda inferior da costela superior do espaço. Esse feixe é, geralmente, constituído de veia intercostal (tributária da veia subcostal), artéria intercostal (ramo da artéria torácica interna) e nervo intercostal (ramo do nervo torácico).

Como limites da parede torácica temos: limite inferior (costelas falsas flutuantes), superior (manúbrio e clavícula).



ANATOMIA DA PLEURA E DOS PULMÕES

O pulmão e suas pleuras ocupam as partes laterais da cavidade torácica. Cada pulmão é circundado por um saco seroso de parede dupla, constituído de dois folhetos: o parietal e o visceral.

A pleura parietal encontra-se aderida à parede torácica sendo separada apenas pela fáscia endotorácica. Ela recebe diversas denominações de acordo com as partes associadas a ela (costal, diafragmática, mediastínica e cervical).

A pleura visceral cobre intimamente o pulmão e é aderente a toda sua superfície, aprofundando-se nas fissuras pulomonares. É contínua a pleura parietal no hilo do pulmão. Entre a pleura parietal e a visceral existe uma cavidade (pleural) preenchida por fluído seroso.

Os pulmões não ocupam todo o espaço pleural formando-se assim 3 recessos: costodiafragmático, costomediastínico e o costovertebral.

Cada pulmão tem forma cônica possuindo então um ápice que se estende 3 cm acima da clavícula, uma base na face diafragmática e um hilo por onde entram e saem estruturas. O pulmão direito possui 3 lobos (superior, médio e inferior), 2 fissuras (transversa e oblíqua) e o hilo possui uma disposição: brônquio direito, artéria pulmonar direita e veias pulmonares direita superior e inferior). O esquerdo, por sua vez, apresenta 2 lobos (superior e inferior), uma 1 fissura oblíqua, 1 língula (no lobo inferior), a impressão cardíaca e o hilo apresenta a disposição: artéria pulmonar esquerda, brônquio pulmonar esquerdo e veias pulmonares esquerda superior e inferior.